Dominância e Recessividade

As relações de dominância e recessividade se estabelecem em células diploides (2n), na espécie humana em células somáticas, por meio de genes alelos semelhantes ou distintos, ou seja, células que possuem bagagem cromossômica duplicada, formada por cromossomos homólogos, um de origem materna e outro paterna. Contendo em seus segmentos informações que codificam diferentes ou semelhantes padrões para uma mesma característica.

Exemplo:

O aspecto do lóbulo ou lobo da orelha (região inferior do pavilhão auditivo externo, desprovido de cartilagem) é determinado por um par de genes, podendo essa característica manifestar-se da seguinte forma:

– Não aderida ao rosto, desta forma com fenótipo apresentando lóbulo livre, situação condicionada por um alelo dominante;
– E aderido ao rosto, aspecto conferido pelo alelo recessivo.

Em um casal heterozigoto para esse caráter fenotípico, portanto, tanto o homem quanto a mulher manifestando genótipo Aa (lóbulo livre), produzem gametas contendo gene “LA” e os demais “La”, cada um com frequência igual a 50% (metade A e metade a).

Mantido o cruzamento desse casal, temos:

Genótipo do casal (geração P) →                                      (♂)LALa    x    LALa (♀)
Provável genótipo dos descendestes (geração F1) →          LALA / LALa / LALa / LaLa

Interpretação:
Das quatro combinações possíveis entre os gametas (caso houvesse fecundação), três possibilidades resultariam em descendentes com lóbulo livre, sendo um homozigoto dominante (LALA) e dois heterozigotos (LALa). Somente uma possibilidade poderá proporcionar o surgimento (nascimento) de um descendente com lóbulo aderido (LaLa) homozigoto recessivo.

Através desse exemplo podemos analisar claramente a diferença entre alelos dominantes e recessivos:

Alelo dominante – componente genético que proporciona o mesmo genótipo em homozigose ou heterozigose;
Alelo recessivo – componente genético que só se expressa em homozigose.

A simbologia normalmente emprega letra maiúscula para o alelo dominante, com posição anterior à mesma letra, contudo minúscula, para a designação do alelo recessivo. Sendo a letra utilizada como símbolo, a inicial correspondente à terminologia do termo recessivo, neste caso (LA e La) de lóbulo aderido.

Ler matéria completa