NÍVEL DE MERCÚRIO EM RIOS INTERNACIONAIS

Durante anos, cientistas defenderam que, se o mercúrio é elevado nos peixes norte-americanos e do Ártico europeu, o mesmo aconteceria com os peixes em outras partes do Ártico. Mas uma equipe de cientistas dos EUA, da Rússia e do Canadá descobriu que essa suposição está errada em grande parte do Ártico continental.

Além das diferenças nos processos de mercúrio, como resultado de diversas condições atmosféricas, geológicas e biológicas, o declínio econômico da antiga União Soviética, que entrou em colapso em 1991, parece ter sido bom para o meio ambiente do Ártico, de acordo com Leandro Castello, professor na faculdade de Recursos Naturais e Meio Ambiente na Universidade Virginia Tech.

NÍVEL DE MERCÚRIO EM RIOS INTERNACIONAIS

O mercúrio é considerado uma toxina bioacumulativa persistente porque permanece no ambiente sem quebrar, percorrendo toda a cadeia alimentar, do plâncton aos peixes, aos mamíferos marinhos e aos seres humanos. Na atmosfera, o mercúrio é lançado por meio da mineração e de processamento de minério. Sob certas condições de água, o mercúrio é convertido para uma forma especial, que pode ser absorvido por organismos vivos por meio de um processo chamado de “metilação”. “O metilmercúrio é altamente tóxico”, disse Castello. Mas a equipe de pesquisadores verificou que peixes Burbot em dois rios russos são seguros para comer.

Até os anos de 1970, o mercúrio atmosférico estava em ascensão como resultado da indústria na Europa e na América do Norte, mas começou a declinar a partir dessas fontes devido a controles de emissão.

Um fator de confusão tem sido a mudança climática, de acordo com Robert Spencer, cientista associado do Woods Hole Research Center. As concentrações de mercúrio no tecido dos peixes Burbot do Ártico canadense têm aumentado, apesar da redução das concentrações atmosféricas. Isso porque a elevação das temperaturas parece aumentar a disponibilidade de mercúrio para as populações de peixes.

Referência: Science daily news / Foto: Delta do rio Lena. | Crédito:  Imagem de satélite da Nasa

Fonte: http://revistafisher.com.br/nivel-de-mercurio-em-rios-internacionais/

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