Interação Gênica

Ocorre quando dois ou mais pares de genes controlam a mesma característica.  Esses genes podem ou não estar localizados em um mesmo cromossomo, e podem ou não interagir na mesma via metabólica.

Na pleiotropia ocorre quando um único par de genes determina ao mesmo tempo mais de uma característica no organismo, e exatamente o oposto ocorre na interação gênica.

A principal maneira de detectar um caso de interação gênica é a observação de proporções di-híbridas alteradas, ou seja, por desvio da proporção 9:3:3:1.  Esses desvios ocorrem quando os genes não atuam de maneira independente em sua expressão fenotípica, isto é, quando os efeitos dos alelos de um locus dependem da presença dos alelos dos outros loci.

A interação gênica leva à produção de novos fenótipos que não são previsíveis apenas pela análise de um só locus. A ocorrência desse fenômeno demonstra que o fenótipo não está presente nos genes, mas resulta de mecanismos em que os genes trabalham em conjunto. Esse fenômeno genético foi identificado por um geneticista inglês William Bateson (1861-1926) e por seus colaboradores em estudos sobre a forma da crista em galinhas.

 

Cruzamentos

1º         Galinhas com crista ervilha (homozigota) x Galos com crista simples (homozigota)

F1        à         Galinhas com crista ervilha

F2        à         Galinhas com crista ervilha e galinhas com crista simples – Proporção 3:1

 

2º         Galinhas com crista rosa (homozigota) x Galos com crista simples (homozigotos)

F1        à         Galinhas com crista rosa

F2        à         Galinhas com crista rosa e galinhas com crista simples – Proporção 3:1

 

3º         Galinhas com crista ervilha (homozigota) x Galos com crista rosa (homozigotos)

F1        à         Galinhas com crista noz

F2        à         Galinhas com crista noz, galinhas com crista ervilha, galinhas com crista rosa e galinhas com crista simples – Proporção 9:3:3:1 (Essa é a proporção esperada para os descendentes de um cruzamento duplo heterozigoto de dois pares de alelos com segregação independente.

Crista em galinhas

A forma da crista em galinhas é uma característica condicionada pela interação de genes em dois loci que se segregam independentemente.  Esses genes denominados r e e, interagem determinando quatro formatos de cristas diferentes: simples, noz, ervilha e rosa.

crista de galinhas

  • Crista noz: Ocorre quando há pelo menos um alelo dominante para cada locus (R_E_).
  • Crista rosa: É produzida quando há ao menos um alelo dominante para o gene r (R_ee).
  • Crista ervilha: Ocorre quando há pelo menos um alelo dominante para o gene e (rrE_).
  • Crista simples: Ocorre somente quando todos os alelos são recessivos (rree).

 

 

 

 

 

Exercício

Em galinhas, a forma da crista é determinada por alelos em dois loci (r e e). Uma crista em noz é produzida quando pelo menos um alelo dominante R está presente em um locus e pelos menos um alelo dominante está presente em um segundo locus (genótipo R_E_). Uma crista rosa é produzida quando pelo menos um alelo dominante está presente no primeiro locus e dois alelos recessivos estão presentes no segundo locus (genótipo R_ee).  A crista ervilha ocorre se houver no genótipo ao menos um gene dominante no segundo locus (rrE_).  Se dois alelos recessivos estão presentes no primeiro e no segundo locus (rree), é produzida uma crista simples.

Uma prole com que tipos de cristas e em que proporções resultará dos seguintes cruzamentos?

a) RREE x rree                   b) RrEe x rree               c) RrEe x RrEe             d) Rree x Rree             e) Rree x rrEe                     f) Rree x rree

 

Respostas

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