Deterioração da camada de ozônio diminuiu em 2012

A deterioração da camada de ozônio sobre a Antártida, que protege a Terra dos raios ultravioletas, será mais pequena este ano do que o ano passado. Os dados são da Organização das Nações Unidas, que acredita que “a restrição da emissão de substâncias nocivas conseguiu travar a destruição da camada”.

O buraco na camada de ozono tem agora 19 milhões de quilómetros quadrados

No entanto, “o buraco é maior do que em 2010 e ainda falta muito para a sua completa recuperação”. A assinatura do Protocolo de Montreal, há 25 anos, que visava eliminar gradualmente os produtos químicos que deterioram a camada de ozônio, “ajudou a evitar milhões de casos de cancro da pele e cataratas assim como os efeitos nocivos sobre o meio ambiente”.

As condições de temperatura e a magnitude das nuvens estratosféricas polares este ano indicam que o grau de perda da camada será menor do que em 2011 mas, provavelmente, maior do que em 2010”, diz a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em comunicado. O buraco sobre a Antártica mede, actualmente, 19 milhões de quilômetros quadrados.

Os clorofluorocarbonetos (CFC), compostos agora proibidos em diversos países, foram utilizados como aerossóis e gases para refrigeração, sendo os principais responsáveis pela deterioração da camada de ozono. Serão necessárias várias décadas para conseguir que a sua concentração volte aos níveis prévios à década de 1980, diz a OMM.

A ONU considera que o Protocolo de Montreal foi um “grande êxito”, tendo evitado “um maior desastre ambiental e feito com que a deterioração da camada diminuísse”.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=55549&op=all

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