Gregor Mendel e a Genética

O desenvolvimento dos organismos transgênicos, da clonagem e dos exames de identificação de paternidade por DNA, entre outros, só foi possível graças aos experimentos de um monge do século XIX.

No século XX foi que se entendeu de fato a relação entre os cromossomos e a transmissão das características hereditárias de uma geração a outra.

GREGOR MENDEL

Nasceu em 1822.

Aos 21 foi para o mosteiro de Brunn (República Tcheca). Estudou História Natural na Universidade de Viena, onde realizou experimentos com hibridização de plantas, tendo o primeiro contato com os estudos sobre ervilhas.

Em 1865, já como monge, Mendel iniciou os primeiros estudos com cruzamentos de ervilhas. Morreu em 1884, sem ter recebido reconhecimento pela sua contribuição aos estudos de hereditariedade em seres vivos.

Mendel trabalhou com mais de 10 mil plantas e com a análise dos resultados destes experimentos mostrou que a transmissão das características entre gerações em seres com reprodução sexuada ocorria segundo padrões bem definidos, que Mendel sistematizou na forma de leis.

As experiências de Mendel

Pisum sativum = ervilha-de-cheiro: escolheu esta planta por ela ser de fácil cultivo, crescer rapidamente, produzir numerosos descendentes e apresentar muitas variedades com características claramente distinguíveis.

Esta planta é hermafrodita, ou seja, uma única flor apresenta os órgãos reprodutivos masculino e feminino, e a reprodução é por autofecundação, mas Mendel realizou a fecundação cruzada artificialmente.

– Cultivou 34 variedades de ervilhas-de-cheiro e deixou que se reproduzissem por autofecundação por algumas gerações. A partir desse experimento inicial, ele resolveu estudar apenas as características que permaneciam inalteradas ao longo das gerações, o que indicavam que eram características hereditárias.

– Ele analisou: cor da semente (amarela ou verde), aspecto da semente (lisa ou rugosa), cor da vagem (verde ou amarela), aspecto da vagem (lisa ou ondulada), cor da casca da semente (cinza ou branca), altura da planta (alta ou baixa) e posição das flores (axilar ou terminal).*Montar um quadro.

Cruzamentos e resultados

Cruzamentos entre gerações puras → geração parental → geração P

Descendentes → primeira geração híbrida → geração F1

Geração F1 se reproduziu por autofecundação → geração F2

A experiência mostrou que a hipótese de Mendel estava correta. O autocruzamento de plantas da geração F1, que apresentavam apenas sementes amarelas, produziu descendentes com sementes amarelas e com sementes verdes.

Mendel realizou este experimento observando outros aspectos, como: cor da casca, forma da vagem, posição das flores, cor da vagem, altura da planta.

Mendel começou a quantificar o número de descendentes de cada geração com variantes dominantes e recessivas, e percebeu que na geração F2 a variante dominante aparecia numa proporção constante em relação à recessiva.

Mendel procurou explicar por que as variantes recessivas que desaparecem em F1, voltam a aparecer em F2 na proporção de 1 recessiva para 3 dominantes. Ele propôs um modelo teórico explicativo que seguia os seguintes princípios:

  • Cada característica é determinada por um par de fatores hereditários, presentes nas células do indivíduo;
  • O par de fatores de um indivíduo é formado por um fator herdado da mãe e o outro do pai;
  • Se o indivíduo é híbrido em relação a essa característica, produzirá dois tipos de gametas, na mesma proporção.

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